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Esperando que a paciente dissesse algo, Dra Emanuela passou 1 minuto em silêncio ao seu lado; quando de repente ela pulou da cama e ficou como quadrúpede, balançandoa traseira para ambos os lados e emitindo sons aúuuuu, aú, às vezes minhaú. Henrique chamava Helena de gatinha e as vezes cadela em seus momentos íntimos.
Então a psiquiatra deixou que paciente andasse por toda ala daquela forma na esperança que ela pudesse se recompor. Após 8h andando por toda ala, Helena defecou e esfregou o traseiro em uma das paredes insistentemente. Foi então que a doutora, acionou a limpeza e a enfermaria.
O pessoal da limpeza estavam exaustos, por conta de uma greve, estavam trabalhando mais de 12h por dia. Chegaram com as escovas e o balde para limpar a sujeira. A equipe de enfermagem chegou para banhá-la e seda-la novamente.
No outro dia, a ala estava com Helena novamente de olhos aberto, foi então que era o plantão dp doutor Samuel. Quando Samuel pegou uma cadeira a posicionou no meio do quarto e ficou em silêncio, quando Helena corre velozmente apesar do pouco espaço, sentando em seu colo e abraçando-o sem espaço para respirar, foi então que a equipe de enfermagem teve que ser acionada novamente. Porém o diagnóstico já estava dado, Clèrambault.
No outro dia Dra Emanuela com base nos registros do doutor Samuel pensa em uma terapia medicamentosa com hormônios e ansiolíticos. Além de terapia psicológica.
Dra Emanuela é mãe de Jenifer, uma garota esperta e brincalhona de 4 anos. Apesar de amar a filha resolveu matriculá-la em um escola de ensino integral porque também tinha que dar conta da carreira, pois se separou quando sua filha tinha 2 anos. O marido Riboflavio, estava a traindo com muitas mulheres e a presença dele na residência estava ficando insuportável. Além disso ela tinha que zelar pela própria saúde, física e emocional.
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