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Lá o casal conheceu o guia turístico Tico, na verdade o Tico era mais útil para quem estava começando nas viagens socioculturais. No entanto Felipa e Riboflavio conseguiam bolar boas viagens juntos, não havia pacote turístico com tanta expertise para viagens como eles tinham. Felipa era inclusive bilíngue.

Tico é bahiano e formado em turísmo por uma universidade pública; trabalha com pacotes turísticos fechados. E mora na região metropolitana do centro bahiano. A cidade de Salvador nos últimos tempos tem sofrido muito com a violência relatava Tico ao casal em uma conversa paralela. Porém o casal não se preocupava, porquê até os miliantes pareciam gostar deles. 

Já com intenção de findar a viagem, o casal retorna ao centro de Salvador, no mesmo hotel central que chegaram à Bahia. Andando pelo centro um garoto de 12 anos, esbarra neles e na tentativa de roubar os pertences dá uma facada em Riboflavio. O casal vai ao hospital, o plano de saúde era um plano bem requintado que cobria atendimento em todo país. O que fez com que Riboflavio sentisse apenas a dor da facada e não a de um viajante desesperado.

O garoto que esfaqueou Riboflavio estava visivelmente fora si pelo uso de substâncias ilícitas. Quando os militares pegaram-o a única coisa ele sabia falar era: meu nome é Beto, balançando a cabeça intensamente de um lado para outro, dando para perceber que era mineiro. 

Nessa época a ANS estava sendo completamente negligente e neoliberal, estavam pagando caro e o plano não cobria hospitais internacionais, mas no Brasil ainda estavam seguros, mesmo que por um preço internacional. Uma coisa é fomentar o comércio local outra era o que estava acontecendo com órgãos como a ANS.

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