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Cristina surtava em pensar que o filho pudesse em algum momento da infância passar o fim de semana com o pai. O episódio que ocorreu há quatro anos ajudou que ela ganhasse um processo de guarda permanente sem visitas paternas. Andreia era dona de uma escola que tinha no projeto pedagógico uma espécie de educação afetiva. No fundo Cristina sabia que tinha roubado a chance do filho sentir afeto pelo pai, e ela indagava em sua própria mente e com os poucos conhecimentos que tinha sobre psicologia: se essa transferência de afetividade paterna que ela negou ao filho fosse para alguma escola, isso modificaria de forma negativa a estrutura psíquica do filho?
Fazer com que o filho sentisse um grande afeto social privando-o de um vínculo parental tão importante como o paterno, não estaria ela criando uma espécie de doente mental? Cristina tinha aprendido com seu pai que os interesses políticos não deviam sobrepôr os do comércio e os do comércio aos interesses políticos e não estaria ela dessa forma fazendo algo parecido com a educação do seu filho, deixando a educação escolar sobrepôr a familiar e a familiar a educação escolar. Era sobre isso que Cristina conversava com Andreia.
Andreia conversando com Cristina, então disse:
- O tipo de educação que colocamos como afetiva não é bem da forma que você está pensando.
Cristina
- Como assim?
Andreia
- A educação afetiva nesse caso está mais relacionada aos bons comportamentos em sociedade e a didática. As crianças e ou adolescentes não são influenciadas a sentirem o afeto familiar na escola. Está mais relacionado a conter impulsos e reatividade em espaços sociais na presença de diferenças. Pense bem, a escola é o encontro de famílias e sendo assim o espaço das diferenças. Por isso temos que ter profissionais bem formados para que escola realmente contribua com a formação do indivíduo.
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