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 Então Andreia continua o diálogo: 

- Algumas escolas particulares do ensino básico têm uma cota de bolsas para pessoas de baixa renda, geralmente essa cota vai para filhos dos  profissionais do operacional das próprias escolas. A escola faz isso com intenção de formação. Os alunos aprendem inclusive a conviverem com as diferenças econômicas. Dessa forma eles aprendem a respeitar todos os indivíduos diminuindo a chance desses se envolverem em crimes por se acharem superiores. 

Cristina 

- Sério? 

Andreia 

- Hanran! Existe uma porcentagem significativa de crimes cometidos por jovens de classe média e alta. Geralmente esses crimes fazem os pais gastarem uma fortuna para mantê-los em liberdade; alguns pagam até com a própria vida, pois os filhos crescem em um ambiente de extrema futilidade sem nenhuma possibilidade de aperfeiçoamento de caráter. Virão adultos que não controlam nenhum de seus impulsos, se envolvem em assaltos pela adrenalina, em estupros e muitos outros crimes. 

Cristina olha para Andreia com um olhar de apavorada. E logo pensa em matricular o filho nessa escola. Não era uma escola de classe média, era uma escola de elite, o ensino era integral e a mensalidade era de R$ 3.000,00, até os filhos cotistas dos funcionários eram de classe média. A escola apesar de usar uma pedagogia afetiva, relevava todas as questões da autonomia em sentido gradativo. Ou seja, as crianças da pré-escola eram educadas para a vida autônoma, os alunos do fundamental para a formação da personalidade e os do médio para a socialização avançada. 

Além da pedagogia especializada a escola possuía aulas de natação, esgrima, judô e os alunos aprendiam também danças e esportes populares. Futebol, vôlei,  frevo, funk e muitos outros sentidos de um catálogo enorme cultural e esportista. 

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