Página 5.
Délio tem uma clínica de fisioterapia e ele mora com Ângela em um bairro nobre do Rio de Janeiro. Eles têm um filho de 8 anos que sempre foi muito dócil. Na verdade o menino tinha hábitos considerados estranhos pela família, calçava os saltos da mãe e comprava batons vermelhos com a mesada. Seria alguma novela que o garoto estava assistindo indagava Angêla.
No dia em que Délio descobriu, passou o dia inteiro no trabalho. E Ângela tentava entender o que se passava na cabeça do filho. Afinal, no dia em reconheu os batons, uma ferida apareceu no pulso do menino. Já que Délio estava trabalhando muito, não estava faltando dinheiro para eles. Resolveram então levar o filho ao psicólogo infantil.
Chegando ao consultório Ângela se depara com Dra Fernanda, Fernanda tinha um semblante apático, como se não tivesse expressões faciais, séria, quando Rafael se aproximou ela se mostrou atenciosa com o menino. Então Fernanda diz para que Rafael ficasse à vontade. O garoto logo encosta de lado no divã azul que compunha o ambiente do consultório e pedi para usar o scarpin da doutora.
Fernanda então pergunta o porquê ele gostaria de usar àquele scarpin, tentando identificar as bases psicanalíticas de paternidade e maternidade.
- Bom, que tal comerçamos a resolver esse problemas de uma forma simples e coerente com a idade do menino.
Ângela diz:
- Como assim?
Fernanda diz:
- Podemos deixar que Rafael brinque do que quiser, sem forçarmos questões sobre sexualidade, porquê ele ainda é muito jovem. Cenas de sexo já não remendadas para garotos da idade dele; é importante que ele saiba da importancia do pênis para questões urinárias. Vou precisar de algumas sessões apenas com a senhora e com seu parceiro. E em outras sessões apresentarei para o garoto jogos genéricos e educativos, como xadrez, cubo mágico, vareta e entre outros.
Ângela então volta para casa um pouco mais aliviada e liga para sua amiga Bianca para desabafar sobre tudo que havia se passado.
Comentários
Postar um comentário