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Ester
- E você, parece tão solitário!
Mateus
- Meus pais faleceram quando ainda era muito jovem e estudo muito. E seus pais?
Ester
- Meu pai me expulsou de casa com 17 anos, quando engravidei, ele é empresário, integrante do grupo pão de açúcar. Meu pai achou que se eu tivesse um filho de traficante todos iam achar que éramos envolvidos com o tráfico de drogas. Ele ficou desesperado, se a imprensa soubesse disso, e iam distorcer tudo, iam falar sobre o que queriam ver.
Mateus
- Entendo!
Agora Mateus estava intimidado por ela ser filha de um integrante do grupo pão de açúcar. Todos ficaram em silêncio, sob uma penumbra solar que as vezes parecia amarela, outras laranja e até vermelha.
Retornaram então para a pousada. E descansaram. No outro dia Ester acordou com um sentimento fúnebre, sentindo que havia levado um toco, ou seja, um desistência do gracioso Mateus. Passaram se mais três dias, já era o nono dia de estadia e ela não via mais Mateus na pousada.
Quando então voltou a marcar trilhas, no décimo dia fez um trilha, que passou perto de tatus e jabotis, ficando um menos chateada pelo desaparecimento repentino do biólogo.
No dia seguinte acordou bem cedo e sentou na cadeira reflexiva que tinha costume, seu filho ainda dormia em sono profundo.
Quando Mateus apareceu com uma grande mochila nas costas, com alguns arranhões, sujo e aparentemente com fome. Ester então olhou para ele durante um minuto em silêncio e o beijou.
Então foram ao quarto de Mateus e tiveram momentos encantadores. Depois tomaram banho e ela voltou para o seu quarto, onde o filho ainda dormia por volta das 7h da manhã.
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