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Mateus vendo aquela cena de um punho dobradiço, de adolescente desajeitado, sem saber da minúcia de nada, como poderia ele ter esfaqueado alguém? Sabia ele segurar apenas grandes objetos? E qual teria sido a fonte de sua adrenalina, seria um entorpecente? 

Se sentindo ainda muito reflexivo, Mateus chama Beto, uma garoto de quase 15 anos para almoçar. Será que ele poderia contribuir ainda de forma significativa para a vida daquele menino? O biólogo com quase 40 anos já tinha maturidade suficiente para domar qualquer fera que pudesse surgir. 

Será que àquele garoto sabia ao menos recortar? Será o que ele teria feito de errado em uma escola? Será que ele havia segurado algum lápis firmemente para alguma agressão? Perdeu o direito da minúcia, da mira aguçada, do acerto? Beto tinha aceitado o convite para almoçar.  

Todo desajeitado, intimidado pela presença do professor, ia ficando mais a vontade a medida que percebia a personalidade aberta de Mateus.O biólogo não estava pretendendo ser apenas professor de Beto, pensava em algum tipo de adoção não tradicional. Mas teria que ser feito da forma certa. 

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