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Pensava, pensava em ecologia urbana e a turma do professor Mateus estava com 80 alunos. De longe o seu discurso, a sua aula, era uma utopia, era sim um estígma social pleno que colocasse todos em segurança, mas que desse à todos a chance das escolhas pessoais, do afeto, da vida íntima, da afinidade. Mas em sociedade não se tinha lugar para homens, mas para espécies de deuses.
Quanto maior a responsabilidade, habilidade, inteligência, mais como deus em caráter o sujeito tinha feito por ser. Ou se lá alguém como médico desejaria impedir seu paciente de ser feliz em outro ofício enquanto ele trabalha. Não seria esse o fim da medicina ou da sanidade mental coletiva? Ou não poderá alguém estar no seu melhor dia enquanto vivencio o meu luto.
Mateus continuava dizendo em sua sala. A sociedade infimisa o não altruísmo, a demonstração afetiva, se quer ser afetivo recolha para dentro. O biólogo então diz que adotou um garoto de quase 15 anos.
Se todos estivessem chorando nesse momento, hospitais não estariam funcionando, mercados e nem lanchonetes. Se todos estivessem sorrindo também não.
Para o biólogo era necessário controlar o primitivo, não a completa supressão do animal, das vontades e prazeres, mas algo sufientemente capaz de construir um ego, um senso coletivo e psíquico no indivíduo.
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