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 Mateus então continua a sua aula dando ênfase ao gráfico que estava em seu slide. O professor apesar do seu histórico de publicações científicas sempre foi muito didático. Explicava ponto por ponto de forma que todos entendiam o que ele ensinava. Começou dessa vez dizendo que todo gráfico tem um título e essa é uma parte fundamental da interpretação gráfica, além disso o eixo X e Y são a maioria ou todas informações quantitativas que um gráfico pode oferecer. 

O ecólogo explica então para a turma que por vezes um dos eixos pode oferecer uma informação qualitativa, o que é o caso das curvas de Valverde. Nesse exemplo o eixo X assume uma posição qualitativa quando por meio de legendas traz a informação das espécies de mamíferos que tiveram suas alturas relacionadas em metros.

Apesar dessa informação qualitativa, ela ainda sim pode ser interpretada como quantitativa quando as espécies são sequênciadas de forma a obter os picos na linha gráfica  de acordo com a altura. 

Mateus continua a aula dizendo que os alunos não podiam sair dali sem saber interpretar gráficos, gastassem o tempo que fosse preciso. É preciso entender o gráfico sem ler a legenda, ou pelo menos parte dele. 

Com base nisso podemos montar um gráfico relacionando o tamanho de indivíduos dessa sala, mas essa não é a curva de Valverde  muito menos um gráfico sobre predação. Informações como essas podem ser importantes na avaliação de desenvolvimento infantil por exemplo. 

Mateus então diz:

- Trouxe algumas fitas métricas e podemos agora testar se você dominam as construções gráficas. 

A sala então assume uma posição maior desorganização e burburinho para que eles se organozassem de forma que pudessem medir uns aos outros. Sendo assim Mateus assume uma posição mais passiva até que a aula se finde. 


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