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Mateus consegue ministrar a aula no tempo estipulado no cronograma. E ao mesmo tempo reflete que a turma estava ali para batalhar por frutos pessoais. É claro que muitos iam se formar, mas antes de se formarem para os outros estavam ali por direito se formando para eles mesmos.
E era isso que o social tinha que ser, a possibilidade do gozo pessoal e sendo assim da sua multiplicação, seja a da multiplicação de um engenheiro que engenha, de um advogado que advoga, de médico que medica, de um professor que leciona. Todos estavam ali antes de tudo para serem, e apenas depois de serem para eles é que poderiam ser para os outros. Um professor nunca poderia dessa forma invejar, se sentir ferido pelas transformações positivas na vida de seu aluno.
Ensinar é dar de si para o outro, e não se dá e fica-se em falta, quando se dá, multiplica-se, transborda.
Após a aula o professor se dirigiu ao café no qual costumava conversar com Alice. A professora de filosofia então confirmou que tinha voltado com o ex-marido. E que ela era madrasta de um bebê. Quem ia acompanhar Alice no hospital era o marido, Mateus só teria acesso à criança aos fins de semana. Não sabiam quais eram os sentimentos e sentidos que nasceriam desse entrelaçamento familiar.
Alice diz que passaria informações sobre a saúde do bebê, disse que não precisaria de recursos financeiros. Ambos terminam o sandwich que comiam, se despedindo com um beijo no rosto de forma amigável.
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