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Foi então que Mateus decidiu abrir mão do laço sanguíneo, como se fosse uma doação de esperma, era o mais coerente à fazer pelo contexto familiar ocorrente, os sentidos e sentimentos aproximavam Leandro da paternidade e afastavam Mateus de exercê-la. Não era alienação patental, era um consenso. 

Toda verdade ia ser passada para a criança quando atingisse a maturidade. Foi quando em um jantar particular entre os dois casais a decisão calhou de Leandro ser o pai de Cassimiro. 

Aquele momento era momento de cartórios, pois Mateus e Ester também iam agendar o esperado casamento intercontinental brasileiro. 

Passou-se um ano e Mateus e  Ester estavam planejando uma viagem para Africa, iriam levar Juca porquê o Safari era muito importante para educação do menino dentre outras questões. Também iam se casar na África e finalmente um selo final em Paris/ Europa quando estivessem voltando para o Brasil. 

Mateus e Ester estavam planejando ter um filho e a viagem para a África só seria possível naquele momento. Foi quando em meio aos preparos para a viagem que já estava em cima. O ecólogo recebe um telefonema de Beto. 

Mateus 

- Alô? 

Beto

- Adivinha quem é. 

Mateus 

- Beto!? Como você está? 

Beto

- Bem! Estou no quinto período de direito, namorando, perdoei meus pais biológicos, mas pretendo me casar logo e continuar morando no Rio. 

Mateus 

- Você vai entrar de férias? 

Beto 

- Sim!

Mateus

- Estamos indo para África, você tem recurso? 

Beto

- Sim, estou concursado como técnico administrativo na polícia civil. Minha namorada é 3 anos mais velha e é investigadora.


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