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 Os novos rostos então comprimentam o professor: 

- Bom diaaaaa! 

A aula então começa e o professor pensa no quanto algumas pessoas são breves em nossas vidas, sejam elas boas ou más. Algumas pessoas nós particularizamos, como Ester, Juca e Beto. Outras pessoas se afastam mesmo tendo o mesmo sangue como a irmã Vivian que ficou 10 anos sem ver, o filho que cedeu a paternidade à Leandro, e até mesmo os pais que não por escolha deixaram ele e a irmã cedo demais. 

O professor sabia que não era possível particularizar 40 alunos de uma turma. Mas que ele podia educar, desejar sucesso, boa vida. E era isso o que ele dava, a sua aula, o bom desejo e a transformação. 

Na próxima semana a universidade iria sediar um evento interuniversitário com o tema: "Sociedade um Lugar de Todos". Alguns convidados  com seus subtemas eram de outros estados. O nome deles eram: Beto (menores inflatores e sociedade) ; Riboflávio (transexualidade e inclusão) ; Lúcia (parentabilidade e prisão, a dor de uma irmã) , Helena (o desejo da mulher na sociedade comteporânea), Tânia (HIV e empregabilidade). 

A universidade precisava compreender que a sociedade possui suas regras e elas não são a misoginia, xenofobia, homofobia, racismo e dentre outros desdobramentos sociais que ocorrem quando a vida corre.

Esse teto social não poderia nunca desabar sobre nós, porquê em algum momento algo não foi como esperávamos em nossa particularidade. É preciso força para vivenciar as próprias dores e lutas e dar espaço para a sociedade amparar-nos quando necessário. 

Ester chega ao evento com um vestido laranja e diz que a nossa família e a sociedade podiam esperar um novo membro. 


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