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O professor chega então em sua residência com muitas questões na cabeça, um feto que por  vezes se transformava em um embrião, um bebê e até uma criança. Também pensava no quanto não sentia nada por Alice além de uma parceria de trabalho e àquele momento de impulso, pensava em Ester e ele chegou assim a se sentir como inseto do livro A metamorfose de Frank Kafka; se deixou levar por um pequeno momento depressivo causado pela frustação de ter perdido o poder de escolha por um breve momento de prazer. 

Permaneceu frustado o restante do dia, reflexivo, precisava de um pouco de arte, quando alugou um filme na internet sobre maternidade e psicodramas, pediu um fast food e se sentiu mais entendido e por isso conformado com a situação. 

Já era 00:00 quando decidiu ligar para Ester, Ester atendeu o telefone espantada pensando que poderia ter acontecido algo com alguém. 

Ester 

- Alô! 

Mateus

- Oi.. 

Ester 

- Mateus? 

Mateus 

- Sim. 

Ester 

- Não quero ser mal educada, mas amanhã tenho que trabalhar! 

Mateus

-ok. Poderíamos passar o fim de semana juntos? 

Ester 

- Pode ser! 

Mateus 

- Anota meu endereço... 

Ester 

- Anotado

Mateus

- Então até sábado. 

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